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A dor pode ser considerada como um sintoma ou manifestação
de uma doença ou afecção orgânica,
mas também pode vir a constituir um quadro
clínico mais complexo. Existem muitas maneiras
de se classificar a dor. Considerando a duração
da sua manifestação, ela pode ser de
três tipos:
DOR AGUDA - Aquela que se manifesta transitoriamente
durante um período relativamente curto, de
minutos a algumas semanas, associada a lesões
em tecidos ou órgãos, ocasionadas por
inflamação, infecção,
traumatismo ou outras causas. Normalmente desaparece
quando a causa é corretamente diagnosticada
e quando o tratamento recomendado pelo especialista
é seguido corretamente pelo paciente.
A dor constitui-se em importante
sintoma que primariamente alerta o indivíduo
para a necessidade de assistência médica.
Veja aqui alguns exemplos:
- a dor pós-operatória (que ocorre após
uma cirurgia);
- a dor que ocorre após um traumatismo;
- a dor durante o trabalho de parto;
- a dor de dente;
- as cólicas em geral, como nas situações
normais (fisiológicas) do organismo que podem
provocar dores agudas, como o processo da ovulação
e da menstruação na mulher.
DOR CRÔNICA - Tem duração
prolongada, que pode se estender de vários
meses a vários anos e que está quase
sempre associada a um processo de doença crônica.
A dor crônica pode também pode ser conseqüência
de uma lesão já previamente tratada.
Exemplos: Dor ocasionada pela artrite reumatóide
(inflamação das articulações),
dor do paciente com câncer, dor relacionada
a esforços repetitivos durante o trabalho,
dor nas costas e outras.
DOR RECORRENTE - Apresenta períodos
de curta duração que, no entanto, se
repetem com freqüência, podendo ocorrer
durante toda a vida do indivíduo, mesmo sem
estar associada a um processo específico. Um
exemplo clássico deste tipo de dor é
a enxaqueca.
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