Artigo 01
Campanha Mundial da IASP 2008/09 contra a Dor no Câncer.
A Campanha Mundial da IASP 2008/09 contra a Dor no Câncer reforça a importância deste estudo epidemiológico populacional sobre a prevalência da Dor em pacientes oncológicos na Holanda. Foram avaliados 1429 pacientes maiores de 18 anos com diagnóstico de câncer e com informações sobre sua doença. Do total de entrevistados, 55 % apresentaram dores na semana anterior ao preenchimento do questionário, sendo a dor em 44% destes de intensidade moderada a forte. A prescrição de analgésicos estava inadequada em 42 % dos pacientes, os quais não seguiam os passos preconizados pela Escada Analgésica da Organização Mundial de Saúde. Os pacientes foram subdivididos em 4 grupos e os resultados mostraram como preditores para a ocorrência de dores moderadas a fortes, o baixo nível de escolaridade, sítio primário de mama, pulmão, gastro-intestinal ou hematológico e doença oncológica em fase avançada. Como preditores para o tratamento inadequado aparece novamente o baixo nivel educacional e a vigência de tratamento antitumoral. Concluímos que uma grande porcentagem de pacientes oncológicos sofre com dores moderadas a fortes e não recebem analgésicos na fase precoce, tornando o tratamento tardio e ineficaz.
Este estudo científico de 2007 permanece atual pois evidencia o subtratamento das dores oncológicas, desmistifica que a necessidade de analgésicos potente pode ser reservada para fases de doença avançada e estimula a avaliação da dor de forma sistemática para pacientes internados ou ambulatoriais.
Comentários realizados por Fabíola P Minson - Diretora Admnistrativa SBED 2009-2010
::
ver artigo completo