Artigo 8

Título: Painful Diabetic Neuropathy: A Management-Centered Review. 
 


Resumo:

Mary Margaret Huizinga, MD; Amanda Peltier, MD, MSCI

Clinical Diabetes, 2007;25:6-15.

Neuropatia dolorosa diabética (NDD) é uma complicação comum do Diabetes , podendo afetar muitos aspectos da vida e limitar em grande extensão as atividades normais dos pacientes.

Esse artigo revisa o diagnóstico, prevenção e manejo da NDD, enfatizando as dificuldades do tratamento e as frustrações, tanto dos pacientes como da equipe que os atende, em relação aos resultados.

Os agentes comumente utilizados são os antidepressivos (amitriptilina, nortriptilina, imipramina, desipramina, venlafaxina e duloxetine ), os anticonvulsivantes (carbamazepina, lamotrigina, valproato, topiramato, gabapentina e pregabalina) e outras classes de medicamentos como capsaicina tópica, tramadol e mexilitine, entretanto somente a duloxetina e a pregabalina estão aprovados pelo FDA para indicação em NDD.

Os autores relatam os efeitos adversos, contra-indicações e monitoração recomendada para o uso desses fármacos, salientando, entretanto, a ausência de estudos comparativos entre os mesmos, para se evidenciar a melhor eficácia e ou os benefícios da utilização combinada dos mesmos.

Segundo os autores a NDD é uma doença muito difícil de tratar e requer excelente comunicação entre o paciente e o médico desde o diagnóstico, passando pelas decisões sobre qual medicação iniciará o tratamento, pelas expectativas da efetividade da medicação, pela monitoração dos efeitos adversos até à adesão ao tratamento para prevenir recidiva dos sintomas. Os pacientes devem ser informados sobre a possível eficácia da medicação, planejamento de titulação e o tempo requerido para que esta medicação comece a agir, a fim de que possam ter expectativas realísticas antes de iniciarem o tratamento.


Comentário: É importante lembrar em relação ao tratamento da NDD, que o controle dos níveis glicêmicos auxiliará em muito no controle da dor e, ainda, que muitas vezes há a necessidade de várias trocas de medicações até que se obtenha um alívio adequado da dor.
Como toda a doença crônica e sistêmica, a NDD envolve um atendimento multidisciplinar, devendo estar envolvidos inúmeros profissionais de diferentes áreas, buscando melhora da qualidade de vida desses pacientes.

Tradução.
Dra. Miriam Seligman de Menezes
Médica Anestesiologista
Santa Maria, RS.